No fundo é amor – Ali Hazelwood
Ali Hazelwood é uma autora muito controversa, mas também é uma das mais populares no momento. Ela é do estilo ame ou odeie, não existe meio termo… na verdade, deve existir porque eu ainda estou decidindo o que eu acho dos livros dela. Com certeza o mais famoso é a hipótese do amor, que já está com elenco confirmado para a adaptação, mas ela vem em uma sequência imparável de lançamentos, um atrás do outro, mas dessa vez se aventurando ainda mais no gênero hot. E havia muita expectativa em deep end, que é o nome original de no fundo é amor, justamente por ter sido vendido como o primeiro livro de romance esportivo com hot da autora.

A Scarlett é uma atleta de saltos ornamentais bem tímida e insegura. Ela está passando por um momento bem conturbado após sofrer uma lesão que a impede de executar um salto fundamental para que ela consiga se classificar para as olimpíadas. E como se não fosse pressão suficiente, ela também está em processo de candidatura para a faculdade de medicina e precisa conciliar a fisioterapia, os treinos e o preparatório da faculdade.
A melhor amiga da Scarlett e também sua dupla nos saltos, Pen, acabou de terminar com seu namorado de muitos anos porque eles têm interesses sexuais diferentes e ela não estava mais se sentindo bem por não corresponder aos desejos dele. O namorado em questão é Lukas, o capitão do time de natação da universidade de Stanford. A Pen revela pra Scarlett que ele é adepto de BDSM (Bondage, Disciplina, Sadismo e Masoquismo) e enquanto Scarlett tenta acalmar a amiga durante uma conversa, ela conta que também gosta disso. E então a Pen tem a brilhante ideia de unir os dois…É por isso que ele é, mais forte para ele. Eu acho que essas coisas fariam, e o que ele faria.
É por isso que ele é, mais forte para ele. Eu acho que essas coisas fariam, e o que ele faria
Sobre o livro:
Um romance sem romance
Um livro sobre BDSM sem BDSM
Protagonista completamente sem sal, sem profundidade nenhuma.
Uma protagonista que era pra ser super bem resolvida, mas que por algum motivo sem explicação a autora fez dela um poço de traumas e abusos, não aprofundou em nenhum motivo e tudo se consertou em sua vida quando ela conheceu um cara. Um cara que diga-se de passagem tinha como maior característica ser sueco.
Sinto que a autora não se esforçou muito em escrever a história, já que quase 50% do livro é cena de sexo. São 11 capítulos de hot (Cap 25,27,35,36,42,48,49,51,52,58 e 60) um total de 150 páginas.
Eu senti com esse livro que a autora se perdeu no que ela gosta e sabe fazer. Ela tentou abordar assuntos que fazem sucesso como universidade, esporte, romance, hot, medicina, BDSM, traumas do passado, relacionamento abusivo, triângulos amorosos e juntou tudo numa farofa mal aproveitada e lançou. Não tem o mínimo de profundidade em nenhum dos milhares de assuntos, os dois protagonistas têm o carisma de uma porta, a Pen é uma chata e a autora não soube aproveitar em nada a personagem.

